A NOSSA HISTÓRIA

O Grupo artístico-cultural *Mulongi Ia Mbote* é uma agremiação que alberga as mais variadas facetas do mundo das artes, é formado por jovens das mais diversas faixas etárias e situa-se no Bairro Grafanil, Km 9 A, no Município de Viana (Luanda-Angola);

Foi criado em Abril de 2002 e a sua primeira actuação deu-se no dia 04 do mesmo mês na Comunidade de Fé Bom Pastor, pelo que surgiu em ocasião da Festa do Padroeiro da mesma comunidade;

Após a exibição da peça, apresentou-se o jovem Valdez Kudijimbe José Silvestre que predispôs-se a trabalhar com o grupo como encenador e imediatamente foi aceite;    Devido a alguns problemas internos da Comunidade causados pela incompreensão cultural de alguns encarregados de educação, fomos obrigados a parar com as nossas actividades, tais problemas afectaram não só o Grupo de Teatro como também a Comissão Juvenil, em geral, do qual o grupo era adstrito. Com esta crise muitos são os que desistiram do seu sonho; Tempos depois, com o esforço de muitos poucos membros conseguiu-se persuadir os mais velhos a darem-nos mais uma oportunidade, nesta época éramos não mais que oito integrantes, mesmo assim não paramos, continuamos trabalhando embora que empiricamente;

Nessa altura, por razões que desconhecemos, o antigo encenador esgueirou-se. Todavia, o Grupo continuou perseguindo aquele que era o seu sonho, por isso é que em finais de 2003, Diego Dos Santos, pela pequena experiência que já acarretava, tomou o cargo de encenador. Na altura, ensaiávamos apenas três pessoas: Adão Manuel Cardoso, Cardoso Manuel António e Diego Dos Santos;

Depois da criação, a nossa primeira subida em palco deu-se no ano de 2003 na Paróquia de Nossa Senhora da Boa Nova, Km 9 A – Viana; Também em 2003 no programa Noite de Café, da Escola Rev. Samuel Brace Coles apresentamos a obra “O Tribalismo”; Em 2004, o grupo voltou a apresentar uma peça no Bom Pastor;

 Um ano depois, isto é, em 2005 o grupo começou a crescer gradativamente em termos de elenco e a nível de qualidade das peças. É assim que em Novembro do mesmo ano, o grupo estreia as obras “Ó Dipanda Tula kiá” e “Fefita” no quintal de um dos actores, sendo que o mesmo se encontrava abarrotado de gente que estremeceu de tanta emoção; No mesmo ano, fomos obrigados a abandonar as paredes da Comunidade de Fé, por alegados desvios dos reais objectivos para os quais o grupo tinha sido criado, a principal razão foi pura e simplesmente o festejo que se fazia no acto final da peça “Ó Dipanda Tula kiá”, os catequistas responsáveis também alegavam que o grupo deveria apenas trabalhar em dramas litúrgicos, deveras, o grupo já ambicionava um horizonte mais aberto e não queria trabalhar limitado por quaisquer afunilamentos tanto de índole religiosa, política ou social, queríamos apenas o Teatro como fonte de instrução, formador de consciência e instrumento de destreza, pois já o entediamos como arte e arte só é harmoniosa quando há liberdade na sua criação; Entretanto, não foi desta que o grupo desvaneceu, por isso, o grupo na pessoa do seu encenador Diego Dos Santos solicitou à direcção da Brace Coles a permissão para ensaiar numa das suas salas e a solicitação foi deferida pela direcção da escola;

O grupo, em finais de 2006 conseguiu inscrever-se ao Projecto Nimi ya Lukeny no Restaurante Bela Vista, que era então a única casa de Teatro no nosso Bairro ou pelo menos a mais divulgada e conhecida, pelo que, a 09 de Dezembro de 2006, passamos a obra “O Soba Grande” que foi um sucesso e demonstramos ter qualidade tanto para o público em geral, quanto para os fazedores de Teatro em particular; porquanto a sala também esteve abarrotada e foi um sucesso;

No ano seguinte, 2007, no âmbito do mesmo Projecto estreamos as peças “Flores e Espinhos” e “Fefita” nos dias 14 de Abril e 01 de Julho, respectivamente; passamos também “O Soba Grande” na Pensão Canjórcia. Ainda em 2007, depois de ver a exibição do grupo numa actividade que saudava o princípio do ano lectivo, o senhor José Domingos Diogo “Yzé de Belém” da Rádio Ecclésia e Director artístico do Walpipa Artes predispôs-se a apadrinhar o grupo;

Foi em 2007 que o Grupo recebeu mais actores chegando mesmo a atingir em princípios de 2008 mais de 60 membros;

Ainda em 2008, estreamos as peças “Uma História de Amor”, “O Fato do Sogro”, “Djedjedje”, “O Semeador” e também voltamos a apresentar “O Soba Grande”, na Canjórcia, no Cine São João e no Hotel Almeida Monteiro.

Em Agosto de 2008, o mesmo grupo promoveu um seminário de capacitação para actores de Teatro, onde participaram membros do grupo e demais interessados, os principais temas abordados foram: Conceito de Teatro, História do Teatro, Géneros e Subgéneros teatrais, O Actor e o Espaço Cénico, O Actor e o Personagem, Análise do Texto e das Acções principais, A Atenção Orgânica, Marcações, etc.

Também em 2008 fomos indicados para passarmos alguns actos de “Uma História de Amor” numa actividade da Associação Angolana de Teatro, no Km 12, em Viana;

Em 2009, continuamos com os espectáculos tendo também já actuado no Sagrado Coração de Jesus, no município do Cazenga.

Obteve o terceiro lugar na Primeira Edição do Festival de Teatro de Viana, bem como a melhor dramaturgia com o binólogo “Contundências – O Conflito entre a Ciência e a Religião”, tendo causado admiração e encanto ao público espectador e ao corpo de jurado pela exuberante dramaturgia.

O Grupo iniciou oficialmente, em 21 de Novembro de 2010, o Projecto, denominado Alvorada Teatral que consiste na abertura de uma sala de espectáculos adaptada para a exibição de peças Teatrais e não só, cuja gerência cabe ao mesmo. E até o momento já exibiram as suas peças mais de 12 Grupos de Luanda.

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About diegodossantos

Diego Dos Santos é o meu nome, sou divertido e amigo de quem é amigo. Sou estudante de Economia e Gestão. Em primeiro lugar para mim está Deus, o Criador, depois a Família e sem dúvidas depois a Arte e o Teatro em particular!

Posted on 22 de Abril de 2009, in NOSSO MULONGI and tagged , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. 6 comentários.

  1. Valdes Kudijimbe

    Ai rapaziada tomem nota daqui é o Kudijimbe fiquei muito regozijado com a vossa pagina, espero estar em breve no grupo (se vocesde estiverem de braços abertos para me receberem “obrigado“ aguardo noticias Valdes Kudijimbe). Em Pango Aluquém-Bengo.

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    • Yá, Ti Valdes!
      Que bom ver-te presente ainda que virtualmente. És sempre muito bem-vindo, sabes disso, pois além de “colega” e “1º Encenador”, tornaste-te um parente pra mim… Estaremos a espera!

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  2. É bonito. Gostei desse grupo desde a primeira publicidade que vi, acho que foi do tal Soba grande e logo de início me comoveu, mas infelismente não consegui ir assistir, mas eu vos desejo força e sete anos não são sete dias, espero que me convidem um dia para ver a vossa peça.

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  3. Oi Walter entrei apenas para constatar o vosso site, falta algumas coisas, mas já está bom. Gostei do historial, é muito interessante. Força para vocês e continuam a trabalhar.

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  4. Uau, adorei do breve histórial desse grupo. Assim é que é nunca desisti. E como disseram o teatro é arte e sendo arte deve ser livre de qualquer limitações, porque o artista deve sonhar e quanto mais alto for o sonho melhor para a arte. E gostei tambem pelos titulos das peças, são interessantes e gostaria de ver um dia

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  5. Uáu, é bonito… é um grupo percistente e bataliador, é assim que se faz o teatro quanto mais livre se fazer melhor será, para nao atrapalhar a criação dos actores, o actor não pode ser limitado mas deve sonhar com o impossível.

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